
Se eu estou aqui, “perdendo” preciosos minutos da minha vida, que não voltarão jamais, escrevendo, é porque eu tenho algo a lhes dizer. Algo que é realmente importante, que mexe comigo mesmo. Ao contrário, eu estaria fazendo algo que alguns por aí, diriam “mais importante”. Para mim, os termos adequados não são estes, mas eu não vim aqui para discutir termos inadequados ou adequados.
Eu vim para falar de algo que não poderia morrer sem deixar de falar. Porque quando Deus lhe dá um presente, é correto que você o mostre significativo. Estou falando é de amizade. Mas não é de qualquer amizade que você encontra por aí, em meio à multidão tomando uma cerveja no bar, que vocês jogam uma conversa fora, e aí, a amizade dura no máximo um mês e meio, depois que a nova amizade de boteco apareceu para o tal amigo e ele simplesmente te esqueceu.
Eu estou falando de amizade. É tão incompreensível assim? Percebo que hoje o mundo está clichê, já nem são apenas as frases e textos. É difícil às vezes, quando alguém pára para falar de amizade verdadeira mesmo. Aquela que marca você, que dificilmente deixa rastros, porque amizade de verdade nunca se vai para sempre, nunca deixa apenas os rastros. Deixa o amor que lhe devotou, os momentos alegres, deixa as lembranças, as lágrimas de saudade, de alegria, do ombro amigo encharcado de lágrimas do outro amigo. Amizade mesmo, mesmo de tempos, deixa as frases de outrora ditas com tanto amor e sinceridade.
Queria apenas agradecer-lhes por terem estado comigo. Não apenas nos momentos em que eu precisava contar a última novidade feliz que me ocorrera, mas por me emprestarem aquele ombro ali em cima, e se disporem a tê-los molhados. Ah, obrigada meus amigos, por todas aquelas horas em que estiveram junto a mim, por todas as brigas, porque elas mantiveram a nossa amizade. Estas, nos fizeram perceber que as divergências não alteram o carinho, não destroem vínculos verdadeiros, e ao contrário disso, fortalecem, provando que essa tal amizade pode ser maior que tantas muralhas.
Além de agradecer, gostaria muito de pedir que daqui muitos anos, quando a vida talvez injusta tenha separado-os de mim, que da memória de vós não escape as lembranças bonitas e tristes. Que possam lembrar de mim como alguém que quis vê-los bem em todos os momentos. Alguém por inúmeras, incontáveis vezes, chata, incompreensível, mas que no fundo de toda a mágoa que tinha no peito, ainda sobrava um enorme espaço para lhes dizer o quanto foram e são especiais em minha vida. O quanto as vossas amizades me fariam falta, o quanto eu necessito de vocês. No sentido real da palavra mesmo! Não duvidem.
Se não fosse exagero demais de minha parte, gostaria que não se distanciassem nunca de mim. Mesmo acreditando que a força do tempo os leve para longe de mim, mesmo sempre pensando que as responsabilidades tomam total conta dos humanos, tiram-nos os tempos livres para vivermos coisas belas, tiram-nos as recordações. No lugar de tudo isso, a palavra “seriedade” preenche por completo. Quebranta corações, arrebatando tudo aquilo que foi tão bonito e puro na vida de cada um.
Queria que mesmo distantes, nossos corações permanecessem interligados, de alguma forma. Que as nossas mentes pudessem pensar juntas, e que quando me batesse aquela saudade e eu pegasse o telefone para lhes dar um toque, ele simplesmente tocasse, como acaso do destino. E ao som do “alô”, eu pudesse ter a voz de vocês para me dizerem que ainda estão bem, que num dia desses pudéssemos tomar um cafézinho por aí, e sair relembrando os velhos tempos.
Ah, meus amigos! Eu queria também, queria muito mesmo, era que vocês pudessem entender ao menos um pouquinho de tudo o que eu sinto, de todo o afeto que tenho por vocês, de todos os mínimos detalhes nos quais me apeguei quando estávamos juntos. Dos risos, das tantas coisas que a mesma vida que nos proporcionou, provavelmente nos tirará, se não fizermos por onde tê-los aqui, para sempre conosco.
Aos Verdadeiros amigos, os verdadeiros anjos que
Deus, com imenso sacrifício, teve de tirar do céu, para
os tornarem meus amigos.
Como posso agradecê-lo?
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