"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, depende de quando e como você me vê passar." Clarice Lispector
domingo, 20 de março de 2011
Eu sou uma pergunta '
E é com essa frase de Clarice Lispector, que eu inicio essa postagem. “Eu sou uma pergunta”, claro que sou. Eu sou o “por quê” que insiste em não calar, que persiste, que não desiste nunca de descobrir as respostas. Eu sou a pergunta de mim mesmo, o porquê do meu ser, que às vezes é o que mais quero descobrir, e às vezes não faz a menor diferença saber e não saber. Talvez você se pergunte o porquê de querer e de não querer, e caso isso tenha ocorrido, lhe explicarei agora. Bem, o porquê de saber quem eu sou é algo simples e fácil de se deduzir: não há alguém – pelo menos não conheço – que nunca se perguntou quem é. Na verdade, algumas pessoas podem até não ter se perguntado, mas isso ocorre pelo breve pensamento que as toma e não as faz irem muito longe. Mas todo aquele que em algum momento pára e raciocina, se questiona sobre isso, assim como eu. Agora vejamos o porquê de não querer de saber e de, às vezes, nem mesmo se importar. Talvez essa seja uma resposta de uma compreensão mais complicada, mas ainda assim, possível de entender-se. O provável motivo do não querer, eu respondo com uma outra frase de Clarice Lispector: “Feliz apenas por fazer parte”, porque muitas vezes, eu não preciso entender claramente quem sou eu para ser feliz. Eu posso ser feliz de outras maneiras e com coisas diferentes, eu posso me alegrar com os mais diversos assuntos, talvez eu me alegre até com essa questão mal respondida do “quem eu sou”, e às vezes eu a respondo assim: sou feliz, e neste momento, quando penso assim, nada mais importa. ! bubu ><
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